“Dei os melhores anos da minha vida neste relacionamento…”
Engraçado como o que vem depois das reticências pode completar a frase com alegria ou decepção…
Acho estranho como pais tem medo que seus filhos dividam com alguém os “melhores anos de sua vida”. Acho estranho como pessoas pensam que o fato de terem repartido do seu melhor os torna menos completos.

Talvez a decepção com os “melhores anos” tem a ver com a ideia que um relacionamento deveria gerar lucros pessoais sem investimento alto – algo como “ações mágicas na bolsa de valores” … e… isso não existe!

Quando Deus coloca regras sobre relacionamentos entre um casal, Ele pensa exatamente em preservar os “melhores anos”, e Ele intenciona que estes anos sejam investidos, multiplicados e usufruídos.

A pessoa quando diz que investiu seus melhores anos em um relacionamento e ele “não adiantou de nada”, creio que ela não percebe o seguinte: se ela deu os “melhores” anos para uma pessoa e ela não conseguiu o resultado que queria, o que será que ela conseguirá fazer com os “não tão bons assim”?

Um bom relacionamento é sobre aprender a dividir para que seja multiplicado. É aprender a dar o braço a torcer. É aprender a dar do seu melhor. Como não querer dividir os melhores anos com a pessoa que se ama? Um relacionamento que detém o melhor para dividir o mediano é uma ótima receita para o fracasso.

Tenho 33 anos, 11 de casado, 13 e meio de relacionamento e entre momentos altos e baixos, posso dizer que sou mais que feliz por dar dos melhores anos da minha vida por este relacionamento.